terça-feira, 10 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
Verba secretorum Hermetis verum, sine mendacio,
...Judica me. Deus meus. Et discerne causam meam de gente sancta.

Mas olhos para ver a existente,
Nem canções mais doces; mas, se o mereço,
Ouvidos para ouvir o Som presente.
Nem mais forças, mas apenas como usar
O divino poder que já possúo;
Nem mais amor, mas o dom de transformar
Num gesto de carícia um esgar de amúo...
domine, todas as santas alegrias, para as
conhecer, a fim de ser o amigo certo que
desejo ser, e para que a chama da Verdade
eu dissemine;
Sendo capaz de à pureza amar,
e à bondade, para elevar com toda a
alma e energia até à Luz da mais
perfeita liberdade as demais almas,
num empíreo de Harmonia.
Florence May Holbrook (1860-1932)
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Feel it when the sun descends,
Não me culpes se sou escandaloso e lavrei justiça,
Silêncio, que o espelho se desgasta;
(Rumi)
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Esse tem cara de monstro! os detalhes em relevo foram confeccionados com massa de modelar (durepox) e o fecho é em metal mesmo, adaptado para capas em madeira
2ª Lição - A volta da magia só pode acontecer com o retorno da inocência. A essência do mago é a transformação.
...4ª Lição - Quem sou eu? É a única pergunta que vale a penaser feita e a única que jamais é respondida. É seu destino desempenhar uma série de papéis, mas esses papéis não é você.
5ª Lição - Os Magos não acreditam na morte. A luz da consciência, tudo está vivo. Não existem inícios ou fins. As moléculas se dissolvem e se extinguem, mas a consciência sobrevive à morte da matéria na qual ela viaja.
6ª Lição - A consciência do mago existe em toda parte.
7ª Lição - Quando a sua percepção for purificada, você começará a enxergar o mundo invisível, o mundo do Mago. Purificar-se consiste em livrar-se das toxinas da sua vida: emoções tóxicas, pensamentos tóxicos e relacionamentos tóxicos.
8ª Lição - O Poder do mago é o poder do amor, todos osoutros poderes são destrutivos.
...9ª Lição - O Mago vive num estado de conhecimento. Esse conhecimento é sua própria realização. coisa que pode ser perdida é o irreal.
...15ª Lição - O amor é mais que uma emoção, é uma força da natureza e, portanto tem que conter a verdade. O amor mais puro está onde é menos esperado, no desapego.16ª Lição - Existem infinitas esferas de consciência, o mago sabe que existe simultaneamente em todas.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

...Em verso deve-lo sempre recitar.
Sê de olhar suave e toque leve
Fale pouco e ouça o que deve.
Em Sentido horário caminhe na Crescente,
Entoando assim o seu canto pungente.
Quando a Lua da Dama está a crescer
Beijar duas vezes sua mão é um dever.
Quando a Lua atinge seu apogeu...
...Deves seguir o objetivo de teu coração. Quando sopra do Sul o vento benfasejo,
sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Finalizando a decoração de capa em livro de 900 páginas com capa em tecido encerado e detalhes em baixo relevo
Respeitar sempre a Lei Tríplice deves
Pois três vezes o que mandas é o que recebes.
Quando envolvido por algum desgosto,
Leva a estrela sobre teu rosto.
Em verdadeiro amor deves sempre estar,
Se teu amor jamais fraquejar.
Estas oito palavras da Lei das Feiticeiras deves respeitar: Se mal nenhum causar, faze o que desejar.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008

...Pelas forças de terra e mar, obedeça-me. Bastão e Pentáculo e Espada, atendem às minhas palavras. Cordas e incensos, chicote e punhal, despertem todos para a vida. Poderes da Lâmina dos Bruxos, Atendam ao chamado feito....
...Rainha dos Céus, Rainha das Trevas, Envie seu auxílio ao encantamento. Caçador galhado da Noite, realize meu pedido por força de rito mágico. Pelas forças de terra e mar, Enquanto digo "assim seja". Por todo o poder da lua e sol, Realize-se o meu desejo.!segunda-feira, 13 de outubro de 2008
O Livro das Sombras ou Grimório é uma ferramenta essencial para todo Peregrino(a) na senda da Magia e do conhecimento esotérico. Este trabalho que proponho para os interessados nestes registros magikos é parte do esforço de minha historia para levar às pessoas um trabalho artístico, duradouro e de grande importância para os praticantes. Os Livros que componho tem um aspecto envelhecido e ornamentação em estilo gótico medieval, e minha intenção é não apenas em servir aos estudiosos com um livro para se introduzir estudos e práticas mágicas, mas fazê-lo de tal forma que este fique como uma referencia e um tesouro para as gerações vindouras. Imagine um livro que seus filhos dariam aos filhos deles e sua trajetória sendo lembrada e apreciada por espaços e eras! Com capricho e respeito, você pode criar um livro com toda a beleza e informações como eram os antigos incunábulos, deixando para trás o seu legado e memória. Esta coleção de livros em branco, feitos com papeis especiais e com temas variados permitem que você escreva, desenhe ou faça colagens, pois o material é muito resistente e flexível. Estes livros podem ser personalizados com seu nome, titulo, gravuras e textos introdutórios de sua preferência, combinando símbolos e desenhos dentro do tema proposto em sua pretensão. Minha esperança é de que este trabalho possa nos inspirar e estimular a curiosidade do mesmo modo que os melhores livros de viagens. As melhores recordações de todas as viagens, sejam elas imaginarias ou reais, são aquelas que nos lembram que as vidas das pessoas são fortalecidas pela família e amigos, pelas nossas tentativas de criar a vida de alguém como se cria uma obra de arte e os nossos esforços para conciliar as nossas necessidades materiais com a importância das nossas relações com os outros...sábado, 11 de outubro de 2008

Muitas atitudes nos levam a pensar que nosso mundo deixou a muito tempo de ser um mundo pagão, sem comemorar nenhuma das festas religiosa que os povos antigos realizavam, e que são lembradas apenas por pequenos grupos. Ledo Engano. Depois do surgimento da Igreja Apostólica Católica Romana, os templos sagrados de nossos ancestrais foram destruídos, queimados ou transformados em igrejas (a notar que na cidade de Assis, na Itália, o Templo de Vênus foi transformado em uma "belíssima" igreja), mas todos os Cristãos esquecem que muito de suas práticas e sabedorias são originadas de outras religiões. Podemos constatar isso ao conhecer a Cabala e vários outros pontos que serão citados adiante. Na verdade, grande foi o esforço dos católicos para aniquilar da memória humana os grandes festivais antigos e maior ainda foi o esforço para aniquilar os Grandes Deuses, não importando que eles fossem Egípcios, Gregos ou Romanos, entre outros. Para isso, a Igreja sentiu-se encorajada a incorporar alguns aspectos das religiões antigas para si. Viajando no tempo, chegamos aos Persas e seu famoso Mithraismo, mas para entendê-lo, precisamos antes voltar no tempo até a fundação da Pérsia, onde eram adorados muitos deuses, entre eles Ahura-Mazda (Deus dos Céus) e Ahriman (Deus da Escuridão). No sexto e sétimo século a.C., uma vasta reforma do panteão Persa foi empreendida por Zarathustra (conhecido em grego como Zoroaster), um profeta do reino de Bactria. A posição de Ahura-Mazda foi elevada a Deus supremo de bondade, considerando que o deus Ahriman se tornou a incorporação do mal....

...No Cristianismo nada é diferente: temos de notar que o deus Cristão equivaleria (em sua devida proporção) a Ahura-Mazda e o Satã "Cristão", a Ahriman. Mas a diferença vem quanto à nomenclatura, pois o Mithraismo é considerado Dualista e o Cristianismo Monoteísta, embora em uma opinião mais apurada percebemos que o Cristianimo é também dualista.
O leitor já deve ter percebido a extrema semelhança entre estes dois sistemas, mas curiosamente há uma semelhança ainda maior quando entra na história Mithra, que nasceu de Anahita, uma mãe virgem e imaculada. Mithra era considerado o Salvador, pois Ahura-Mazda tinha criado-o para ser tão grande e merecedor quanto ele. Há muito mais o que se falar de Mithra, mas neste texto o nosso enfoque é a grande semelhança apresentada entre o Mithraismo e o Cristianismo, que somente com bases históricas dispensa um maior comentário.
Ainda viajando pelo tempo, a Igreja Católica Apostólica Romana enfrentou vários problemas, sendo talvez um dos maiores, o de fazer com que os romanos, que ainda cultuavam deuses antigos e festejavam dias pagãos, passassem a acreditar e cultuar as datas impostas pela "Santa Igreja". Curiosamente, olhando em nosso calendário atual , veremos que a Páscoa terá a sua data no dia 15 de Abril (e sempre está perto deste dia) ...

Entre outras datas festivas que foram incorporadas pela Igreja, está o famoso Halloween, que é dois dias antes do feriado de finados. São infindáveis as "fontes" pagãs as quais os Cristãos incorporaram; talvez isso nos leve a pensar no título do texto: será que realmente vivemos em um mundo Cristão, ou sim em um mundo ainda pagão, mas mascarado pelo cristianismo que nos esconde estes aspectos?
O próprio cristianismo, isto é, o próprio Cristo, nos leva até a Cabala. Vejam esta frase, (que é lembrada com maestria por Aleister Crowley no Livro de Thoth o Tarot, lançado pela editora Madras) "Nenhum Homem irá ao Pai exceto por mim" isso é (cabalisticamente falando), mercúrio como Chokmah "através de quem somente podemos ter acesso a Kether" (Ver Árvore da Vida). Pretendo com esse texto, fazer com que o leitor reflita sobre qual o contexto que estamos inseridos e para onde o Novo Aeon pode nos transportar. É de extrema importância lembrar que este tratado não abrange todas as datas festivas pagãs. Seu objetivo é relatar certas incoerências gritantes que ainda hoje nos fazem "engolir".

Os druidas, os enigmáticos mestres do Stonehenge foram a elite pensante de seu tempo. Membros de uma elevada estirpe dominante da cultura celta, ocupavam o lugar de juizes, legisladores, doutores, sacerdotes, adivinhos, magos, médicos, astrônomos, etc., mas que evidentemente não constituíam um grupo étnico em separado dos demais celtas. Eram a a casta sacerdotal e grandes conhecedores das ciências ocultas, dos mistérios dos deuses e dos segredos das plantas. A palavra druida é de origem céltica, e segundo o historiador romano Plínio - o velho, ela está relacionada com o carvalho, que na realidade era uma árvore sagrada para eles. Desde que o povo celta não usava a escrita para transmitir seus conhecimentos, após o domínio do cristianismo perdeu-se muito das informações históricas importantes exceto aquilo que permaneceu zelosamente guardado nos registros de algumas Ordens Iniciáticas, especialmente a Ordem Céltica da Grã-bretanha e a Ordem Druídica da Grã-bretanha. Por isto muito da historia dos Druidas até hoje é um mistério para os historiadores oficiais; sabem que realmente que existiu entre o povo Celta, mas que não nasceram nesta civilização. Sendo assim impõe-se a indagação: de onde vieram os Druidas? O pouco que popularmente é dito a respeito dos druidas tem como base diversas lendas, como a do Rei Arthur, onde Merlin era um druida.
Diversos estudiosos tem argumentado que os Druidas originariamente pertenceram à pré-céltica população da Bretanha e da Escócia. Desde o domínio romano, instigado pelo catolicismo, a cultura druídica foi alvo de severa e injusta repressão, que fez com que fossem apagados quaisquer tipos de informação a respeito dela embora que na historia de Roma conste que Júlio César reconhecia a coragem que os druidas tinham em enfrentar a morte em defesa de seus princípios. Eles dominavam quase todas as áreas do conhecimento humano disponíveis em sua época, cultivaram a musica, a poesia, tinham notáveis conhecimentos de medicina natural, de fitoterapia, de agricultura e astronomia, e possuíam um avançado sistema filosófico muito semelhante ao dos neoplatônicos. O povo celta tinha uma tradição eminentemente oral, não faziam uso da escrita para transmitir seus conhecimentos fundamentais, embora possuíssem uma forma de escrita mágica conhecida guardada aos iniciados, semelhante as Runas dos povos Germânicos. Mesmo não usando a escrita para gravar seus conhecimentos eles possuíram suficiente sabedoria a ponto de influenciarem outros povos e assim marcar profundamente a literatura da época, criando até hoje uma aura de mistério e misticismo.
A Igreja Católica, demonstrou grande ódio aos Druidas que, tal qual outras culturas, foram consideradas pagãs, bruxos terríveis, magos negros que faziam sacrifícios humanos e outras coisas cruéis. Na realidade nada disso corresponde à verdade, pois quando os primeiros cristãos chegaram naquela região foram muito bem recebidos, até porque a tradição céltica conta que José de Arimatéia discípulo de Jesus viveu entre eles e levado até lá o Santo Graal.
Em torno disto existem muitos relatos, contos, lendas e mitos, especialmente ligados à Corte do Rei Arthur e a Távola Redonda. São inúmeros os contos, entre eles, aqueles relativos à Corte do Rei Arthur, onde vivera Merlin, o mago, e a meia-irmã de Arthur, Morgana, que eram Druidas...

...Crenças Druídas - A religião druídica na realidade era a expressão mística da religião céltica. Na mesma proporção ao que a cabala representa para o judaísmo ou o sufismo para o Islam. A religião celta no entanto era mais mágica, com formas de rituais mais rústicos, e muito mais ligado à natureza ambiental, à terra que era tratada com carinho bem especial.
Basicamente a doutrina céltica enfatizava a terra e a mãe natureza enquanto que os Druidas mencionavam diversos deuses ligados às formas de expressão da natureza; eles enfatizavam igualmente o mar e o céu e acreditavam na imortalidade da alma, que chegava ao aperfeiçoamento através das reencarnações. Eles admitiam como certa a lei de causa e efeito, diziam que o homem era livre para fazer tudo aquilo que quisesse fazer, mas que com certeza cada um era responsável pelo próprio destino, de acordo com os atos que livremente praticasse. Toda a ação era livre, mas traria sempre uma conseqüência, boa ou má, segundo as obras praticadas. Mesmo sendo livre, o homem também respondia socialmente pelos seus atos, pois para isto existia pena de morte aplicada aos criminosos perversos. A Igreja Católica acusava os Celtas e Druidas de bárbaros por sacrificarem os criminosos de forma sangrenta, esquecendo que ela também matava queimando as pessoas vivas sem que elas houvessem cometido crimes, apenas por questão de fé ou por praticarem rituais diferentes… pura ironia!
A crença céltica e druídica diziam que o homem teria a ajuda dos espíritos protetores e sua libertação dos ciclos repetidos de morte e renascimento seria mais rápida assim. Caso usa-se a vida para o atraso e sofrimento de seus semelhantes, voltaria como um homem inferiorizado ou mesmo como um animal. Se do contrário dedicasse seu tempo a felicidade da coletividade poderia retornar em uma melhor posição. Não admitiam que a Divindade pudesse ser cultuada dentro de templos constituídos por mãos humanas, assim, faziam dos campos e das florestas, principalmente onde houvesse antigos carvalhos, os locais de suas cerimônias. Em vez de templos fechados eles reuniam-se nos círculos de pedra, como se vêem nas ruínas de Stonehenge Avebury, Silbury Hill e outros. Enquanto em alguns dos festivais célticos os participantes o faziam sem vestes os Druidas, por sua vez, usavam túnicas brancas. Sempre formavam os círculos mágicos visando a canalização de força. Por não usarem roupas em alguns festivais e por desenvolverem ritos ligados à fecundidade da natureza, por ignorância, por má fé foram terrivelmente acusados pela moral cristã de praticarem rituais libidinosos, quando na realidade tratava-se de ritos sagrados....

...Usos e Costumes Celtas - São freqüentemente os festivais célticos. Para eles o ano era dividido em quatro períodos de três meses em cujo início de cada um havia um grande festival. Eram eles:
Imbolc - celebrado em 1 de fevereiro e era associado à deusa Brigit, a Mãe-Deusa protetora da mulher e do nascimento das crianças; Beltaine - celebrada em 1 de maio. (também chamado de Beltine, Beltain, Beal-tine, Beltan, Bel-tien e Beltein) Significa "brilho do fogo". Este festival, muito bonito, era marcado por milhares de fogueiras; Lug - (também conhecido como Lughnasadh ou Lammas), dedicado ao Deus lugh, celebrado em 1 de agosto; Shamhain - a mais importante das quatro festas, celebrada em 1 de novembro. Hoje associada com o Hallows Day, celebrado na noite anterior ao Hallowen. Os Druidas formavam uma classe social do povo celta, herdeira e guardiã das tradições religiosas. Eram respeitados por seus conhecimentos de astronomia, direito e medicina, por seus dons proféticos, e como com juízes e líderes. Acreditavam na imortalidade da alma, na perfectibilidade indefinida da alma humana, numa série de existências sucessivas. Sua instituição, o druidismo foi um poderoso fator de unidade do mundo celta e, por isso, combatida pelos romanos durante as conquistas. A filosofia dos druidas ou as leis das almas (lei das Tríades), reconstituída em sua imponente grandeza, patenteou-se conforme as aspirações das novas escolas espiritualistas. Como os atuais espíritas, os druidas sustentavam a infinidade da vida, as existências progressivas da alma, a pluralidade dos mundos habitados....
Livro de 400 páginas da série -pronta entrega- com a opção de papel marrom (kraft) ou branco (jornal)
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...Destas doutrinas viris, do sentimento da imortalidade que delas dimana, é que o povo celta tiravam o espírito de liberdade, de igualdade social e heroísmo em presença da morte. Essa luz intensa que inundou a terra das Gálias foi apagada há mais de vinte séculos atrás pela força romana, expulsando os druidas, abriu praça a padres cristãos. Depois, vieram os Bárbaros e fez-se a noite sobre o pensamento, a noite da Idade Média, longa de dez séculos, tão carregada que parecia impossível conseguissem virá-la os raios da verdade. Na Idade Média, Joana D'Arc que conforme acreditam alguns já vivera, nos tempos idos, como celta, trouxe em si a intuição direta das coisas da alma, que reclama uma revelação pessoal e não aceita a fé imposta; são faculdades de vidente, peculiares a raça céltica. Só pelo uso metódico dessas faculdades se pode explicar o conhecimento aprofundado que os druidas tinham do mundo invisível e de suas leis. A festa de 2 de Novembro, a comemoração dos mortos, é de fundação gálica. A data 31 de Outubro era considerado como último dia do ano e acreditavam que os mortos vinham visitá-los. Para confundi-los, vestiam-se de fantasias e essa é a origem de Halloween. Os gauleses praticavam a evocação dos defuntos nos recintos de pedra. As druidisas e os bardos obtinham os oráculos. A História nos ministra exemplo desses fatos. Refere que Vercingétorix se entretinha, à sombra da rama dos bosques, com as almas dos heróis, mortos pela pátria. Como Joana, outra personificação da Gália, o jovem chefe ouvia vozes misteriosas. Um episódio de sua vida prova que os gauleses evocavam os Espíritos nas circunstâncias graves. A pequena distância da costa sinistra, em meio de parcéis que a espuma dos escarcéus assinala, emerge uma ilha, outrora recamada de bosques de carvalho, sob cujas frondes se erguiam altares de pedra bruta. É Sein, antiga morada das druidisas; Sein, santuário do mistério, que os pés do homem jamais conspurcavam. Todavia, antes de levantar a Gália contra César e de, num supremo esforço, tentar libertar a pátria do jugo estrangeiro, Vercingétorix foi ter à ilha, munido de um salvo conduto do chefe dos druidas. Lá, por entre o fuzilar dos relâmpagos, diz a legenda, apareceu-lhe o gênio da Gália e lhe predisse a derrota e o martírio. Certos fatos da vida do grande chefe gaulês não se explicam senão mediante inspirações ocultas. Por exemplo, sua rendição a César, próximo de Alésia. Qualquer outro Celta teria preferido matar-se, a se submeter ao vencedor e a servir-lhe de troféu no triunfo. Vercingétorix aceita a humilhação, a fim de reparar pesadas faltas, que cometera em vidas antecedentes e que lhe foram reveladas.
Por muito tempo, ela, a Deusa e o Sagrado Feminino como representação foi reprimida por uma sociedade extremamente patriarcalista. Mas atualmente vários fatores indicam o retorno da Deusa na consciência humana: o crescimento do movimento pacifista, o desenvolvimento de uma forte consciência ecológica, a maior aceitação dos diversos tipos de sexualidade, o reconhecimento das características femininas da psique nos homens, a sempre crescente participação das mulheres nos mais diversos campos do conhecimento humano e o próprio ressurgimento da Bruxaria. Mas quem é a Deusa para os modernos feiticeiros?Ela é a Senhora de Mil Nomes: onde quer que o ser humano tenha pisado, lá existe uma denominação para ela. Diana, Aradia, Morrígan, Ísis, Arianrhod, Bhríd, Afrodite, Ishtar, Yemanjá, Hera, Nyandesy. É um arquétipo universal. Na Wicca da Floresta, a chamamos de Diana, Senhora da Lua que Dança nos Céus. Seu símbolo é o triângulo invertido.
É a própria Terra, o planeta que é nossa Mãe e nosso lar, que nos permite a existência. É em seu corpo que nosso corpo é enterrado ao morrer, pois Dela viemos e a Ela devemos retornar. O céu, em toda a sua imensidão, é também parte do corpo da Grande Deusa. Ela não tem limites, e nem o tem seu Amor (nem sua Fúria)....
A Deusa é tríplice: jovem e indomável na lua crescente, madura e mãe na lua cheia, sábia e anciã na lua minguante. Na lua nova, notadamente nos três dias que a antecedem, a Deusa mostra sua face escura e implacável. Não trataremos dela por enquanto: a descoberta desta face deve ser um trabalho pessoal. Em seu aspecto jovem, a Deusa é chamada de Donzela. Nesta face, ela possui a chama de todos os inícios. No período de seu domínio, a lua crescente, devem ser plantadas as sementes de todos os nossos projetos. A Donzela é virgem: possui a todos os homens, mas nenhum a possui. Representa o aspecto do Feminino que independe totalmente do Masculino. Ela é selvagem, caçadora e guerreira. Possui o vigor da juventude, e todo o poder de crescimento e mudança. Alguns exemplos de Donzelas mitológicas são Ártemis (grega), Macha (irlandesa), Iansã (afro-brasileira) e Epona (gaulesa). Quando a lua atinge sua plenitude e torna-se cheia, é chegado o período dedicado à Mãe. Ela derrama suas bênçãos sobre seus filhos na forma da brilhante lua que reina nos céus. É ela quem permite que as sementes plantadas pela Donzela amadureçam e sejam colhidos na forma de frutos. É também aquela que nos dá a inspiração para sonhar com novas realizações. A grega Deméter, a irlandesa Dana, a nórdica Freya, a gaulesa Ceridwen, a egípcia Ísis e a afro-brasileira Yemanjá são reflexos desta mesma face da Grande Deusa.marrom (kraft) ou branco (jornal)

Os paganistas, wiccanos e devotos da Grande Arte são as crianças escondidas da Deusa. Seu é o privilégio de ter as necessidades atendidas por Seu intermédio. É a nós que ela se revela em toda sua plenitude, abençoando todos seus ritos. Ela não necessita de sacrifícios; de suas crianças só pede amor e dedicação. Ela é uma Deusa de Amor, tanto da forte paixão carnal quanto do mais puro sentimento fraternal. Todos os atos de amor são seus rituais....
quinta-feira, 2 de outubro de 2008

per sepulcra regionum,
coget omnes ante thronum.
Mors stupebit et natura
cum resurget creatura,
judicanti responsura.
Liber scriptus proferetur,
in quo totum continetur,
unde mundus judicetur.
Judex ergo cum sedebit,
quidquid latet apparebit:
nil inultum remanebit.
Quid sum miser tunc dicturus?
Quem patronum rogaturus,
Mozart 1791

...As melhores recordações de todas as viagens, sejam elas imaginarias ou reais, são aquelas que nos recordam que as vidas das pessoas são fortalecidas pela família e amigos, pelas nossas tentativas de criar a vida de alguém como se cria uma obra de arte e os nossos esforços para conciliar as nossas necessidades materiais com a importância das nossas relações com os outros...
domingo, 14 de setembro de 2008
Clutched by the still of the night
And now I feel you move
Every breath is full
So it's there my homage's due
Clutched by the still of the night
Even the distance feels so near
All for the love of you.
domingo, 8 de junho de 2008
Meu Amigo, o Eu em mim mora na casa do silêncio, e lá dentro permanecerá para sempre, despercebido, inalcançável.
Não queria que acreditasses no que digo nem confiasses no que faço – pois minhas palavras são teus próprios pensamentos em articulação e meus feitos, tuas próprias esperanças em ação.
Quando dizes: “O vento sopra do leste”, eu digo: “Sim, sopra mesmo do leste”, pois não queria que soubesses que minha mente não mora no vento, mas no mar.
Não podes compreender meus pensamentos, filhos do mar, nem eu gostaria que compreendesses. Gostaria de estar sozinho no mar.
Quando é dia contigo, meu Amigo, é noite comigo. Contudo, mesmo assim falo do meio-dia que dança sobre os montes e da sombra de púrpura que se insinua através do vale: porque não podes ouvir as canções de minhas trevas nem ver minhas asas batendo contra as estrelas – e eu prefiro que não ouças nem vejas. Gostaria de ficar a sós com a noite.
Quando ascendes a teu Céu, eu desço ao meu Inferno – mesmo então chamas-me através do abismo intransponível, “Meu Amigo, Meu Companheiro, Meu Camarada”, e eu te respondo: “Meu Amigo, Meu Companheiro, Meu Camarada” – porque não gostaria que visses meu Inferno. A chama queimaria teus olhos, e a fumaça encheria tuas narinas. E amo demais meu Inferno para querer que o visites. Prefiro ficar sozinho no Inferno.
Amas a Verdade, e a Beleza, e a Retidão. E eu, por tua causa, digo que é bom e decente amar essas coisas. Mas, no meu coração rio-me de teu amor. Mas não gostaria que visses meu riso. Gostaria de rir sozinho.
Meu Amigo, tu és bom e cauteloso e sábio. Tu és perfeito – e eu também, falo contigo sábia e cautelosamente. E, entretanto, sou louco. Porém mascaro minha loucura. Prefiro ser louco sozinho: Meu Amigo, tu não és meu Amigo, mas como te farei compreender? Meu caminho não é o teu caminho. Contudo juntos marchamos, de mãos dadas.
Gibran
"O Universo só existe quando observo.(...)
Penso, algo atravessa
e molda um fato.
O espelho me inventa,
a ruga não sou eu quem traço".
Comprimo o corpo de átomos,
entro nos túneis do mundo
e passo.
Você sorri,
Não acredita no inseto dourado
quando eu pouso na face."
Ondas Quanticas - André Carneiro
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Livro de 400 páginas em formato horizontal para um grupo de formação em RPG...
Este é um trabalho composto para estudioso do Satanismo clássico. no tamanho 24x34cm com 400 páginas e fecho afivelado ...quinta-feira, 22 de maio de 2008
Nova opção de fecho, que vem substituir os metálicos, pois já não os tenho mais. Capa em couro sintético e costura em estilo Grego, 17x25cm com 400 páginas. email – cegoerrante@gmail.com
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Julio Cesar


email – cegoerrante@gmail.com
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Julio Cesar


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Julio Cesar
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Composto em papel artesanal com fibras de seda e cores altamente vivas, com douração em folha de ouro. Uma raridade! sexta-feira, 2 de maio de 2008
A casa Visconti Sforza, que governava Milão no século XV, encomendou alguns jogos de tarô a artistas ilustres da época. Como testemunho disso sobreviveram cartas de 16 baralhos diferentes, que estão entre os mais antigos já encontrados. Estas cartas não têm nome ou números indicativos como conhecemos os baralhos atuais, porém o Tarochi Viscondi Sforza tem todas as mesmas características quanto aos naipes, figuras etc dos tarôs “de Marselha”, que aliás se supõe terem sido baseados diretamente nos tarôs do norte da Itália.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Alguns trabalhos em miniatura, com temas variados. Classicos infantis, literatura, romance, poesias, culinaria e vários titulos de filosofia e esoterismo. Os livros (editados) tem medidas de email – cegoerrante@gmail.com
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Julio Cesar
segunda-feira, 14 de abril de 2008

Eis o paradoxo: a humanidade, dependente de sua sofisticada tecnologia, nunca se viu tão centrada em seu renascido interesse pela magia.Talvez o faça por instinto de sobrevivência, já que o prenuncio do Oroboro sempre põe em xeque nossos valores mais profundos. Ademais, o fim da magia seria o fim da própria humanidade. Nenhuma cultura sobrevive sem ela; seu desaparecimento seria a dissolução do mais arcaico modo de pensar...
...A verdade é que a magia sempre existiu. Não há dúvidas de que no passado longínquo, o pensamento mágico era o único elo capaz de explicar o mundo e seus fenômenos aos antepassados pré-históricos. Primeira operação da mente humana, o pensamento mágico é o alicerce de todas as religiões e civilizações emergentes que, por sua vez, desenvolveram suas artes e ciências, estas últimas hoje capazes de proceder maravilhas cada vez mais próximas do ato mágico da Criação...
...Afinal, estamos à porta de decifrar o mistério do código genético, de descerrar o véu sagrado do proteoma. A cobra está prestes a morder o próprio rabo, sinal de eminente sincronicidade. Que fenômenos sincronísticos serão desencadeados quando a volta do primeiro ciclo estiver completa? Estaríamos próximos de um novo salto evolutivo a ampliar o psiquismo do Planeta?...
...O primeiro livro de magia conhecido é a epopéia mítica de Gilgamesh, que remonta à época dos sumérios, há mais de 5.000 anos, conforme nos atestam as doze tabuinhas de barro gravadas por escrita cuneiforme, pertencentes à fabulosa biblioteca do rei assírio Assurbanípal, que viveu no séc. 7a.C., encontradas em escavações arqueológicas em meados do séc.19.Gilgamesh, rei de Ur, é o mais antigo herói humano. Ele encarna em sua sina as principais questões da existência; detém-se perplexo diante da brevidade da vida e parte em busca da imortalidade. Bravo guerreiro, vence provas e assimila poderes mágicos do deus dos sonhos, com os quais se prepara para roubar a erva da imortalidade nas profundezas do reino das Águas Mortas...
...A magia rompeu aurora muito antes da escrita. Pensamento e linguagem são totalmente permeados por magia; até mesmo o psicanalista Jacques Lacan (1901-1980) admitiu isso. O homem pré-histórico percebia em seu mundo uma fusão incompreensível de fenômenos sonoros atrelados às suas imagens; ele "via" sons no correr do regato, no balançar das árvores, no andar dos bichos, no ribombar das tempestades, nos golpes de luta, no rolar das pedras, entidades essas que estavam tão vivas quanto ele próprio.
... A linguagem, paradoxalmente, tanto expressa a consciência humana como dá conta de seus limites, já que sabemos existir experiências transcendentais que, a despeito do avanço das ciências, permanecem inatingíveis pela simples razão. Para o homem pré-histórico, dado seu estado natural de ignorância lógica, tudo na verdade tinha esse caráter mágico inefável. Conforme aprendia a criar símbolos, melhor dava conta de suas necessidades. E deflagrou-se aí o estopim revolucionário do pensamento humano, a conferir a toda humanidade uma identidade comum, lançando as bases das civilizações...
...O que salta à vista é que desde que o primeiro rasgo de pensamento se desprendeu da fonte de inconsciência de si mesmo em que estava imerso, o que em termos bíblicos corresponde à expulsão de Adão e Eva do Paraíso, uma fenda atemporal foi aberta pela espada flamejante do arcanjo Miguel, que escoltou o casal até a saída, e nela se prendeu o elo primordial da magia. "Onde mesmo se prendeu a magia?", pergunta-se o leitor reflexivo, "na fenda do tempo, na espada do Arcanjo ou na saída do Éden?...
...E como não o sabemos precisar, apenas brincamos com as palavras, vemos que o elo original está preso à nossa própria capacidade de reflexão, ampliada pelo universo lúdico e criador da linguagem. Quero dizer com isso que o Verbo da Criação é mágico em sua natureza; mais que isso, Ele é divino.A mente mágica que trazemos, herdeira legítima do estado de pureza original, é algo notável; essencialmente feita à semelhança do Criador, reproduz o ato criativo pela magia da palavra...email – cegoerrante@gmail.com
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Julio Cesar
sábado, 12 de abril de 2008
Dentre os símbolos primordiais, a serpente é aquele que mais fortemente encerra toda uma complexidade de arquétipos. Presente em todas as culturas de qualquer época espalhadas pelos cinco continentes, sua imagem mitológica assume sempre um papel fundamental, associada que está, antes de tudo, à essência primordial da natureza, à fonte original de vida, ao princípio organizador do Caos, anterior à própria Criação. A serpente guarda em si intrigantes paradoxos; se por um lado exprime uma ameaça, já que de seu veneno pode sobrevir a morte, por outro, resume no processo de renovação de sua pele escamosa todo o intrincado mistério da vida, que se atualiza em movimento rejuvenescente. Tudo na natureza se transforma, prova-o a troca de pele das víboras, símbolo também da ressurreição...
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... Diferentes cultos e cerimônias ritualísticas reverenciam este réptil sorrateiro, atribuindo-lhe as mais díspares qualidades. As serpentes podem estar associadas a cultos solares ou lunares, a sociedades matriarcais ou patriarcais, (quando assumem valores masculinos ou femininos); podem significar a luz ou as trevas; a vida ou a morte; o bem e o mal; a sabedoria ou seu oposto, a paixão cega; representar ora o falo, por seu corpo assemelhar-se ao bastão, ou mesmo simbolizar a vulva, conforme se lhe parecem as escamas que a recobrem bem como o formato de sua goela quando esta se abre para devorar sua presa. Tanto quanto as energias Yin e Yang expressam no taoísmo as polaridades negativa e positiva que estão por detrás de toda manifestação da natureza, os ofídios, miticamente, ocultam em si a síntese desta dicotomia universal. Uma das figuras mais intrigantes do simbolismo alquímico, presente milenarmente em diversas culturas, é a da cobra (ou dragão) que morde o próprio rabo e opera, num movimento circular e contínuo, todo o processo dinâmico e transformador da vida. "Meu fim é meu começo", diz a cobra nesse ato mágico de devorar-se e cuspir-se, a representar a unidade indiferenciada da vida, e seu caráter divino implícito na perfeição do círculo. À serpente devorando a própria cauda, os alquimistas chamaram Oroboro. Tal palavra não consta da maioria dos dicionários, e em alguns livros da Grande Obra aparece grafada como "ouroboros", principalmente na língua inglesa; outras fontes, menos comumente, escrevem-na "uróboro". Prefiro, particularmente, o termo oroboro, visto não ter sido nunca tão oportuno em nossa língua nomearmos um símbolo cuja singularidade é a de não ter começo nem fim, por meio de palavra tão especial, que permite ser lida de trás para a frente sem prejuízo sequer de sua pronúncia, transmitindo ela própria a idéia de algo que se expressa ciclicamente...
... Etimologicamente, o termo tem curiosa explicação: óros, em grego, significa "termo, limite", podendo ser também "meta, regra ou definição"; borós se traduz por boca, ou por voracidade. Daí que oroboro representa aquilo que se delimita ou se atinge pela boca, também aquilo que se define por sua própria função. Órobos, em grego, ainda significa "planta", mais especificamente a alfarroba (fruto da alfarrobeira), uma vagem de polpa doce e nutritiva indicada no tratamento das doenças inflamatórias digestivas. O dicionário Aurélio traz para órobo o significado de "cola", palavra esta que além de se referir a outro tipo de árvore, a Cola acuminata, cuja semente produz alcalóides tônicos, também pode significar "cauda", conforme certos regionalismos do Brasil, sendo igualmente encontrada na língua espanhola a designar o rabo dos animais. Para orobó (só muda o acento), o Aurélio reserva o sinônimo "coleira", em nova referência à aromática árvore acima citada, cujas sementes guardam extrato lenhoso de propriedades estimulantes, semelhantes à cafeína. Coincidentemente, coleira é o nome dado ao colar que cinge o pescoço dos animais, e o oroboro lembra sua forma; além disso, nossas vísceras intestinais assemelham-se à serpente enrolada, e o aparelho digestivo como um todo, se tomado da boca ao ânus, bem desenha a serpente aprumada, prestes a dar seu bote, a devorar sua presa... email – cegoerrante@gmail.com
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Julio Cesar
... Outra aproximação do significado implícito no oroboro encontramos entre os caldeus, que com uma mesma palavra designavam vida ou serpente. Por influência destes, os árabes também denominam de el-hayyah a cobra, e por el-hayat, a vida. El-Hay, por sua vez, um dos principais nomes divinos do islamismo, não deve ser traduzido por "o que está vivo", mas sim por "aquele que vivifica", sendo El-Hay o princípio primário da vida. Dialeticamente, a cobra que morde sua cauda e não pára de girar sobre si mesma, evoca a roda da vida à qual estamos presos, bem representada pelo décimo arcano do Tarô, denominada em sânscrito roda de Samsara, que se traduz por "fluir junto". Samsara nos condena a experimentar as ilusões do mundo sem que jamais escapemos de seu giro, salvo quando rompemos o ciclo vicioso pelo despertar da serpente Kundalini, como veremos logo adiante. Numa tentativa de resgate arcaico, cumpre lembrar que desde o paleolítico este réptil era representado por inscrições rupestres em forma de linha, assim como até hoje o fazem os pigmeus caçadores do sul da República dos Camarões. Mas como da linha só enxergamos a parte desenhada, e intuímos que ela se prolongue por suas duas extremidades ao infinito, talvez provenha daí o conceito de que a cobra que vemos (que pode nos envenenar, ser caçada, sacrificada em rituais etc) nada mais seja do que encarnação da verdadeira serpente universal, invisível, fundamento da vida e também o eixo e a base sobre os quais se escora o mundo conhecido.sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
...A "Grande Serpente Invisível" acha-se representada em diversas culturas. Entre os egípcios ela é Ra-Atum, divindade que ao emergir das águas primordiais cuspiu, ou expeliu pela masturbação conforme outras versões, Shu (o ar) e Tefnut (a umidade), que por sua vez engendraram Geb (a Terra) e Nut (a noite). Várias são as passagens do Livro dos Mortos em que Rá-Atum se pronuncia. No capítulo VII diz estar situada no centro do oceano celeste, frisa ser seu nome um mistério e seu poder, absoluto. No capítulo XVII diz ser o deus solitário dos vastos espaços do Céu, ser deus Rá levantando-se na aurora dos Tempos, também a suprema divindade que nasce de si mesma, e que seus misteriosos nomes criam as hierarquias celestes; Ra-Atum, maravilhado pela própria criação, noutra passagem adverte: "Sou aquele que não passa;... quando tudo retornar ao indiferenciado, então me transformarei de novo na serpente que nenhum homem conhece nem os deuses podem ver"...
...Na mitologia hindu encontramos concepção cosmogônica semelhante. O tantrismo roga que entre cada um dos ciclos de vida e morte do universo há um período de repouso durante o qual Vishnu, o princípio conservador de Brahma, repousa sobre Ananta, a serpente da eternidade. Nesta condição atemporal, Shiva, o princípio desorganizador de Brahma, está imiscuído de modo indiferenciado em seu próprio poder, Shakti. Quando Shiva inicia sua dança, o universo é então criado, e Shakti, operando agora como Prakriti (energia primordial incapturável e imperceptível da qual todas as formas de vida evoluem) desenvolve todo o universo desde os tattva (mundos) mais sutis até os mais densos, até criar a mente, os sentidos e a matéria sensível sob suas cinco formas, éter, água, fogo, terra e ar. Quando Shakti penetra no último e mais grosseiro dos tattva, a "terra", ou seja, a matéria sólida, sua missão está acabada. Shakti aí adormece sob a forma de Shesha, a serpente que sustenta o mundo, até a próxima era da nova Criação. Shesha nada mais é que um correlato da serpente cósmica Ananta, o infinito, e sua função é a de suportar o orbe e tudo o que nele se manifeste. Shesha e Ananta compõem, respectivamente, o sono divino e o divino despertar de Brahma.Além da serpente, outros animais podem ser carregadores do mundo; há versões mitológicas em que o touro, o crocodilo, a tartaruga e o elefante exercem tal papel; mas estes são meros substitutos da serpente em sua função cósmica, haja vista que em sânscrito o termo naga designa ao mesmo tempo cobra e elefante, e nenhum indiano sensato constrói sua casa sem antes descobrir geomanticamente (pela radiestesia) em seu terreno qual o ponto relacionado ao "centro do mundo", quando então enterra uma estaca na cabeça do naga subterrâneo, em torno do qual erigirá sua morada...email – cegoerrante@gmail.com
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Julio Cesar
De tant i out mespris nature Kë unc de nul’amur n’out cure. (...) Pur ceo le tienent a periE li estrange e si ami O caminho se faz caminhando, viajando por sendas impossiveis e caminhos agrestes e escarpados. Faltam-te pés para viajar?Viaja dentro de ti mesmo, e reflete como a mina de rubis, os raios de sol para fora de ti.
A viagem conduzirá o teu ser, transmutará teu pó em ouro puro. Sofreste em excesso por tua ignorância, carregaste teus trapos para um lado e para outro, agora fica aqui. Na verdade, somos uma só alma, tu e eu. Nos mostramos e nos escondemos tu em mim, eu em ti. Eis aqui o sentido profundo da minha relação contigo, Porque não existe, entre tu e eu, nem eu, nem tu...
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Esta peça, composta para uma Encantada Senhora, portadora de sabedoria ancestral e Guardiã de toda a simpatia, doçura e Luz que um Ser possa reunir em uma existência, uma vitoriosa Peregrina, Luciana Jacob...email – cegoerrante@gmail.com
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Julio Cesar

Music and lyric by Loreena McKennitt
See there, in that far-off fieldFlowers turned to the skyFeel there, in that dark blue nightThe music calling us home

So now, if our hearts be trueAnd like a pool of truth reflect the sunWe will find right honour thereAnd keep us safe and lead us from all harm...
Then come love, let us dance all nightUntil birds they waken at the dawnThen come love, let us sing all nightAnd all our loves will slumber with a song.
...Cada jornada traz consigo suas próprias surpresas, um trajeto diferente do que havíamos planejado, novos amigos, um desafio, novos ensinamentos... mas há também os Mestres do Caminho que fazem toda a diferença nesta jornada individual de cada um de nós. Este foi um livro feito para um destes Mestres.Yan-el O.T.S .:. Ordo Templum Sophia Ad Infinitum
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sábado, 6 de outubro de 2007
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Julio Cesar
quarta-feira, 12 de setembro de 2007

e classico (para o pequeno). Confeccionados para grande Katherine D.
uma sábia e iluminada Peregrina...
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sábado, 4 de agosto de 2007
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Detalhe de abertura com ornamentação gótica floridapara mais detalhes:
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segunda-feira, 16 de julho de 2007
Livro de 900 páginas no tamanho 24x34cm. com 2 fechos em bronze e ornamentação no estilo Wiccan...)0(
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quinta-feira, 12 de julho de 2007
quarta-feira, 6 de junho de 2007
quarta-feira, 9 de maio de 2007
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segunda-feira, 30 de abril de 2007
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Julio Cesar
terça-feira, 17 de abril de 2007
quarta-feira, 4 de abril de 2007
terça-feira, 3 de abril de 2007
Capa na cor marron com pentagrama em baixo relevo e fecho com fivelas, 900 páginas e ornamentado no estilo medieval.sexta-feira, 23 de março de 2007
quarta-feira, 21 de março de 2007
terça-feira, 6 de março de 2007
segunda-feira, 5 de março de 2007

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

sábado, 17 de fevereiro de 2007
Livro no estilo místico medieval com personalização e 600 páginas, capa na cor vermelha com uma triskle vede e dourada e fecho afivelado com tiras de couro.sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Livro de 900 páginas com ornamentação Celta e Pentagrama em baixo relevo na capa. Texto introdutório - A Exortação da Deusa - escrito em gótico florido e título tradicional do B.O.S.

Livro com 666 páginas ornamentado com motivos Místico/Satanista, com 3 fechos em bronze, Pentagrama e detalhes em prata e introdução em escrita Gótica. Neste caso predomina a cor negra para a ornamentação interna e externa.
...O livro belo — quem o vê hoje no Brasil ou em Portugal, úmido das entranhas de algum prelo moderno ou saído há pouco das mãos de algum encadernador? Refiro-me à estética da impressão. Da impressão e da encadernação.
Por toda parte é hoje melancolicamente inferior ao que foi nos seus começos, quando ainda mal saída da caligrafia e da iluminura — a arte do livro impresso. Sucedendo à do livro caligrafado no silêncio dos claustros, por mãos finas e asceticamente pálidas de frades e freiras cheios de doces vagares e capazes de extremos de paciência para glória de Deus ou pelo amor de Nossa Senhora conservou por algum tempo a arte do livro impresso, na força gótica dos tipos, no esplendor das vinhetas, na graça dos anjos bochechudos, na heráldica riqueza das iniciais roxas ou verdes ou de um azul misticamente celeste dos livros de horas e dos missais, todo o sabor medieval da caligrafia.
É este sabor medieval da caligrafia que a técnica moderna procura restaurar. Procura reabilitar. Já nos Estados Unidos, como na Inglaterra e na Itália, e principalmente na Alemanha — o último refúgio do gótico — se fazem livros que são uma alegria artística para os olhos. Este movimento de reabilitação da estética da tipografia e da impressão e da encadernação — da estética do livro, em suma — quase não nos atingiu, aos brasileiros e portugueses. Nós somos os países do livro feio. Do livro mal feito. Do livro incaracterístico. Principalmente o Brasil. O Sr. Monteiro Lobato conseguiu animar de certa nota de graça o livro brasileiro. Mas ligeiríssima graça. Livro belo, não saiu nenhum de suas mãos ou dos seus prelos. Lembro-me de ter lido o Urupês, num exemplar de luxo que o autor oferecera ao velho Professor Branner. E aquele exemplar de luxo era uma melancolia para os olhos. Uma humilhante melancolia para os olhos de brasileiro longe de sua terra. Contrastava com os livros comuns que então me rodeavam. De outra feita, estudante ainda e ainda no estrangeiro, onde o patriotismo crítico naturalmente se amolece ou abranda, ofereceu-me o Sr. Hélio Lobo um exemplar do trabalho tão interessante do Sr. Ronald de Carvalho: Pequena história de Literatura Brasileira (1.ª edição). Um horror de má impressão e de má encadernação, o volumezinho. Tive vergonha de emprestá-lo ao meu brilhante amigo israelita, o Sr. Isaac Goldberg, que m'o pedia com insistência. O livro brasileiro é bem isto na sua estética ou, antes, na sua falta de estética: uma coisa vergonhosa. Em geral o é também quanto ao conteúdo: pois há casos verdadeiramente lamentáveis em que a alma dos nossos livros sofre com o horror dos seus corpos. A patologia do atual livro, como livro, é um estudo a fazer, o que perde um bom poema ou um bom ensaio ou um bom romance na má impressão e na má encadernação. Da minha parte, habituei-me a ver no atual livro brasileiro toda a negação da estética do livro. Toda a negação do decoro, já não digo artístico mas comum. E a mim parece certo o seguinte: que os poetas têm os tipógrafos que merecem; e o chamado "público intelectual" tem igualmente os livros que merece. E a verdade é que nós, brasileiros, não estamos ainda em idade de fazer livros, nem intelectual nem tecnicamente. Isso de fazer livro não é arte para povos adolescentes e apressados. É arte para os povos maduros e pacientes. Nós nos devemos contentar em ser assuntos de livros de viajantes europeus e em fornecer com a nossa paisagem sugestões decorativas a artistas estrangeiros. Ora, se é vergonhoso o livro brasileiro, mais vergonha é ainda a revista brasileira. A revista brasileira, dei-me ao patriótico trabalho — quando vivia no estrangeiro — de a esconder aos olhos curiosos, sempre que recebia alguma de Pernambuco ou do Rio ou de São Paulo. E na verdade considero, ou de uma ingenuidade imensa de cretino ou de uma pobreza extrema de pudor patriótico, o brasileiro capaz de escancarar a olhos estrangeiros, longe do Brasil, as intimidades duma revista brasileira. De "Fon-Fon", por exemplo: curiosa revista onde o requinte é aparecerem os artigozinhos do Sr. Hermes Fontes em forma de pirâmide ou de cruz. Possuía Morris não só o sentido medieval da arte do livro, tão untuosamente eclesiástica nos seus dias de glória, como os fundos e difíceis segredos de sua técnica. Estes, possuía-os na inteligência e possuía-os na ponta dos dedos. Ele próprio desenhou os tipos a ser usados na sua casa editora, ansioso de fixar para o livro moderno um tipo de letra pura, severa, tersa, incisiva, sem excrescências supérfluas, clara e fácil de ler e deleitosa para a vista. Ajudou-o em tudo um grande técnico: Emery Walker. E pelo esforço desses dois homens — difícil esforço cheio de agonia —, o livro foi salvo na Inglaterra da industrialização; e renovado nas suas qualidades artísticas; e reanimado ao calor e à flama da forte e litúrgica e expressiva beleza do livro medieval. Morris quis dar ao livro — e em parte o conseguiu — sua dignidade antiga de trabalho de arte, não inferior à da pintura. Quis elevar a estética tipográfica ao seu papel de acentuar as qualidades e de aguçar a delícia visual do verso e da prosa impressa. Decerto a arte tipográfica é psicologicamente uma arte sem a plasticidade que o "crescendo" ou o "decrescendo" das palavras parecem às vezes exigir. Fradique poderia ter escrito uma carta sobre a arte tipográfica ou de impressão, como ainda não há; ou como não pode haver.
Fonte - http://www.escritoriodolivro.org.br/

















































































